A FÉRIA DE SEVILLA QUE EU VI

Chega-se à Féria de Sevilla (1847) por avião, na TAP Air Portugal – tempo de voo de Lisboa, 01:05h (em maio, voo ida e volta desde €123)- ou por autocarro, na FLIXBUS a viagem mais rápida dura 06:40h- no site da empresa estão anunciadas tarifas low cost (Europa a partir de €5). Ainda por estrada, existem as opções, Algarve ou Badajoz, pelo sul do país há vantagens, saindo da Via do Infante (finalmente na A22 vão desaparecer as portagens) a seguir a Tavira, rapidamente chega-se ao restaurante ‘Noélia & Jerónimo’, Avenida da Ria Formosa, Cabanas. Após um arroz de garoupa com limão, saído das mãos da jurada do ‘Master Chef’ Portugal, consome-se o resto da viagem em 01:30h, destino final, sempre um parque de estacionamento fechado. No passado houve a opção mar, quando o MS Funchal subia o Guadalquibir, até ao Porto de Sevilla. Ainda estacionam navios de cruzeiros e iates, até com pavilhão português…

A semana mais internacional de Sevilla é uma “galinha dos ovos de ouro”, fonte de receita milionária para o ‘Ayuntamiento’, gera segundo cálculos, 3% do PIB da cidade. Números “estratosféricos” desde as receitas da hotelaria à restauração, comércio e serviços. Semana Taurina na Real Maestranza de Caballería (11.500 lugares sempre esgotados), receitas das ‘casetas’ abertas ao público no recinto da ‘Féria’ (onde um trabalhador [casetero] chega a amealhar, segundo a UGT espanhola, entre os 1200 e 1300 euros diários. Um cozinheiro facilmente cobra 1.800 euros por uma jornada de 18 horas, sem que nenhuma queixa chegue às autoridades reguladoras do trabalho…

Uma feira que começou há cento e setenta e sete anos, como feira pecuária, interrompida por uma Pandemia, ressurgiu empolgante no último no ano. Aplaudiu Morante nascido em La Puebla (20 minutos de Táxi da Maestranza e do bar do António Romero e dos “piripi”). Este ano um ‘matador’ vindo do Fim do Mundo, como Bergoglio, subiu ao trono. Roca Rey cortou “duas orelhas” o exigente público de Sevilla, mais ávido de festa que de arte, pediu o “rabo”, esvoaçaram bandeiras do Perú, saiu em ombros pela Porta do Príncipe, direto para a carrinha que o levou para o hotel. Ao contrário Morante de La Puebla, foi levado em ombros pelas ‘calles’ de Sevilla até ao Hotel Colón Gran Meliá (cerca de 1Km) onde houve festa, muita festa, estendida ao restaurante Donald ao lado do Colón, ponto de encontro de toureiros, onde o desaparecido Pedrito de Portugal costuma ressurgir….

A Féria de Sevilha é um evento internacional, atrai principalmente turistas portugueses, muito bem-vindos, contribuem muito significativamente para a economia espanhola e andaluza. Basta um ‘recorrido’ pelos 20 melhores restaurantes, esplanadas e bares mais animados dos hotéis de referência, para perceber a existência de um forte sotaque português. Algo que o Consulado Geral de Portugal em Sevilha (um cartão-postal) instalado no antigo Pavilhão de Portugal na Feira Iberoamericana, deveria avaliar com as autoridades locais. A presença de milhares de portugueses ao longo dos dias de ‘Féria’, à semelhança da Semana da Páscoa, nas grandes cidades portuguesas, ou em eventos como a Feira Nacional do Cavalo na Golegã, a presença da GNR ou PSP em patrulhas mistas com a Polícia Nacional de Espanha, há sempre portugueses nas noites muito longas de Sevilla, assaltos e afins…

Consulado Geral de Portugal em Sevilha
Morada: Av. el Cid, 1, 41004 Sevilla, Espanha
Telefone: +34 954 23 11 52
Até setembro na Féria de San Miguel, Sevilla


