MERCEDES RUIZ NO CASINO TAUROMAGIA SILHUETA DO TOUREIRO NOBREZA DO TOURO BRAVO QUE DANÇA FLAMENCO
O som de palco do Salão Preto e Prata do Casino Estoril emprestou um encanto mágico a Tauromagia a obra homónima de Manolo Sanlúcar (falecido o ano passado). A estética de um flamenco puríssimo, dançado por Mercedes Ruiz (Jerez, Cadiz, 90Km de Sevilla) e pela sua companhia. A coreografia e modelagem dos corpos deverão ter buscado as raízes nos impetuosos cavalos andaluzes, ibéricos ou selvagens, cruzados com berberes árabes. A “Feria del Caballo” de Jerez 2024 decorre de 4 a 11 de maio, classificada de Interesse Turístico Internacional. A Feira Taurina tem lugar na mesma semana, ainda não são conhecidos os carteis. No último ano apresentaram-se numa das praças mais antigas de Espanha (1839), Maestros que misturam a estética com a sensibilidade do corpo, Morante de La Puebla, Manzanares, Roca Rey, El July que se despediu das arenas, figuras máximas do toureiro, terão servido de laboratório à musa…

Mercedes Ruiz (43) casada, uma filha, dona de um corpo imaculado, estreou Tauromagia na Bienal de Sevilha (2016), chegou ao maior Casino da Europa, onde o jogo e lazer, impulsionam a cultura, teatro artes e espetáculos, integrada no programa (pouco divulgado) do Festival de Flamenco de Lisboa, também passou pelo Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés com a guitarra de flamenco de Joaquim Muñino e o cante de Manuel Pajares. A noite andaluza de “casa llena” no Estoril, para ser completa, bem poderia ter acabado com um vinho e um “Montadito Piripi” na Bodeguita de António Romero, ao fundo da calle Adriano de Sevilha. Ao lado o restaurante de Jaime Alpresa prende os clientes pela culinária e muitas vezes pela música ao vivo, sobretudo em dias de “Féria de Sevilla” ou San Miguel, no calendário em setembro…


