FEIRA DE TURISMO DE LISBOA: DE 12 A 16 DE MARÇO APAVT AUSENTE DA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA
CUBA: Destino Internacional Convidado | Leiria: Município Convidado | Alentejo e Ribatejo: Regiões Convidadas
Com o regresso à normalidade após a pandemia, o turismo nacional está a viver um momento de grande dinamismo. Se 2022 marcou o início de uma recuperação sólida, 2024 foi um ano extraordinário e 2025 promete consolidar o crescimento do setor, de acordo com os sinais positivos vindos do mercado.
A Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorre de 12 a 16 de março de 2025, mantém-se como o principal palco de transações e negócios no setor turístico entre os países de língua portuguesa. Durante o evento, o público consumidor tem a oportunidade de explorar opções de férias e aproveitar promoções exclusivas. Contudo, a edição de 2025 será marcada por uma ausência notável: a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), a entidade mais antiga e representativa do setor em Portugal, não estará presente.

APAVT diferendo com a BTL
De acordo com declarações de Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, ao jornal especializado Publituris, em outubro de 2024, a ausência da associação dos profissionais do Turismo na BTL deve-se a questões financeiras: “A APAVT saiu da BTL porque, entre outros motivos, a BTL nos fez exigências financeiras que não eram comportáveis. E, portanto, a APAVT teve de sair”…
A decisão reflete um diferendo que, segundo especialistas do setor, não beneficia nenhuma das partes. A ausência da APAVT, além de significar a perda de um stand de grande dimensão, representa também a perda de um selo de qualidade associado ao turismo responsável e à defesa do consumidor, princípios que a associação promove através do seu Provedor do Cliente…

Um passado de sucesso e a importância do diálogo
A Feira de Turismo de Lisboa, como a conhecemos hoje, é fruto de uma colaboração entre várias entidades. Destaca-se a intervenção da Câmara Municipal de Lisboa e do seu então vereador do Turismo, Victor Gonçalves, que, em parceria com a AIP, o Gabinete de Incentivos e Congressos de Lisboa (GICOL), companhias de aviação, operadores turísticos, rent-a-cars e agentes de viagens, recuperaram e expandiram este evento, tornando-o uma referência nacional e internacional.

A BTL não foi um projeto isolado da AIP, mas sim o resultado de esforços conjuntos de várias entidades públicas e privadas. Por isso, seria sensato que o diálogo entre a Fundação AIP e a APAVT fosse retomado, visando uma solução que beneficie o turismo nacional. Este é um setor vital para a economia portuguesa, eventos como a BTL dependem da cooperação entre todos os seus protagonistas.
Enquanto aguardamos por uma eventual resolução deste diferendo, a ausência da APAVT na BTL, será sentida pelos profissionais do setor e consumidores.


