EM AGOSTO, LISBOA AO RUBRO: O MAESTRO VEM AO CAMPO PEQUENO
A “finca” do Maestro José António Morante em Puebla del Rio (cerca de 19Km Sevilha), está protegida por Santo António de Lisboa. Alguns “pueblos” do país vizinho celebram o Santo, nascido na Rua das Pedras Negras, junto à Sé de Lisboa, batizado com o nome de Fernando de Bulhões, que faleceu jovem em Pádua, Itália, apenas com 35 anos. A devoção de Morante e a proteção de Santo António, têm-no “levado por arriba” ao longo da temporada taurina de 2022 em que celebra o 25º. Aniversário de alternativa, ultrapassando o número de – 105 Corridas – de “Joselito El Gallo” (1916), seu grande ídolo.

Morante está anunciado para Lisboa, Praça de Toiros do Campo Pequeno, 18 de agosto, na cidade berço de Diego Ventura, outra grande figura do toureio espanhol. O grande adepto do Bétis de Sevilla, por onde passou António Oliveira e o guarda redes Ricardo, voltará a um país que ama e de onde se desloca até para jogar futebol. A Feira de Outubro, em Vila Franca de Xira, será a próxima paragem. Apesar das diferenças, da falta do tércio de varas e a morte do touro na arena, as faenas e aquele capote ao rallanti, não deixam de ser emocionantes. Os “matadores” não estão autorizados a exercer a sua arte em Portugal. Os que o tentaram saiu-lhes caro, recorde-se o episódio de Pedrito de Portugal na Moita (já terão passado 20 anos), condenado com atenuantes a uma pesada multa pecuniária.
Os amigos e aficionados de “Morantistas” Paula Teodósio, António Cabeço, que costumam receber José António na sua casa da Golegã, onde José António entregou à edilidade goleganense o busto de Ricardo Chibanga, hoje colocado no largo da Igreja junto ao Café Central. O mais extraordinário na presença de Morante em Portugal é o número recorde de corridas em Espanha e na América Latina. O seu (jovem) apoderado Pedro Jorge Marques, Médico dentista, natural da Marinha Grande, filho de Guiomar e Fernando Marques (Ex-apoderado de Joaquim Bastinhas), fez uma pausa na carreira, para nos últimos anos ter-se tornado “apoderado” de uma grande figura: alcançar números extraordinários de contratos, que o tornaram numa marca interveniente na indústria taurina. Os aficionados portugueses vão encher a catedral do toureio que se penitencia por nos últimos anos ter apresentado cartéis pobres, para a nossa maior praça de primeira categoria.
Extraído do texto original publicado no Facebook em 4 de maio de 2019


